Como as mudanças na Lei Dodd-Frank podem afetar seus negócios

A intenção do presidente americano Donald Trump de revisar e modificar a lei Dodd-Frank, de 2010, pode levar ao afrouxamento ou remoção de algumas regulamentações bancárias. Saiba como a sua empresa pode ser afetada por isso.


24/02/2017

Recentemente, a imprensa noticiou a intenção do presidente americano Donald Trump de revisar e modificar a lei Dodd-Frank, de 2010. A expetativa é que o afrouxamento ou remoção de algumas regulamentações bancárias possa impactar os mesmos consumidores que sofreram com a crise de 2008.

Mas antes, vamos relembrar o histórico da Lei e os motivos de sua criação.

Ao longo de 2008, o mercado financeiro se perguntava se o mercado de ações já tinha atingido os níveis mais baixos depois da crise ou se o pior ainda estava por vir. Como resultado, o então presidente Barack Obama apresentou uma reforma financeira para reduzir esses riscos, que foi concretizada na Dodd-Frank Wall Street Reform and Consumer Protection Act (Lei Dodd-Frank de Reforma de Wall Street e Proteção de Consumidores) em 2010.

Muitas empresas sujeitas à lei viram-se obrigadas a elaborar regimes adicionais de gestão de risco e de conformidade para cumprir os novos regulamentos. Com isso, não só os custos de gerenciamento de risco aumentaram, mas as regras de retenção de documentos exigiram que as instituições financeiras reavaliassem como estavam armazenando seus dados a longo prazo.

Mas, agora que o governo Trump está falando sobre diminuir os regulamentos da Lei Dodd-Frank , o que isso significa para o gerenciamento de riscos?

As revisões na lei podem exigir que as instituições reguladas implementem mudanças na forma como os dados são armazenados, compartilhados e acessados. Se isso acontecer, essas mudanças provavelmente virão com custos adicionais e podem exigir que as empresas se esforcem para implementar medidas preventivas.

A tendência é que o posicionamento adotado pelos Estados Unidos influencie globalmente as regulamentações e políticas de gerenciamento de riscos, inclusive para empresas que tem sede ou atuam no Brasil. Portanto, se sua empresa atua no mercado financeiro, é importante acompanhar os desdobramentos do pedido de revisão da Lei.

Se, em um caso extremo, as regras forem totalmente abolidas, esperamos que as organizações ainda queiram garantir que seus documentos sejam criptografados, armazenados e facilmente compartilhados e utilizem isso como um diferencial competitivo em relação aos concorrentes que escolherão não estar prontos para futuras auditorias.

A melhor maneira de gerenciar o cenário regulatório em constante mudança é simplificar os relatórios e manter uma trilha auditável e clara de todos os fluxos de trabalho. Você pode conhecer nossa ferramenta para compartilhamento seguro de documentos em transações financeiras clicando aqui.



Claudio Yamashita

Claudio Yamashita

Claudio Yamashita é Diretor da Intralinks Brasil, responsável por vendas e operações. Ele tem 15 anos de experiência em soluções de tecnologia e colaboração com empresas de software globais, como Oracle, Ericsson e Amdocs. 
Durante sua carreira, se concentrou em capacitar empresas com serviços e soluções de computação em nuvem para ajudar as organizações a melhorarem o fluxo de trabalho e a produtividade. 

Com experiência na região, o Sr. Yamashita está na Intralinks desde que a Sede Regional foi aberta em 2010 e lidera a equipe no Brasil desde 2012. 

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