Compliance: um caminho sem volta para as empresas

Programas de compliance não só são bem vistos por parceiros e consumidores, mas têm se tornado fundamentais para atrair recursos e investimentos. A conformidade tende a não ser mais apenas um diferencial, mas um requisito para contratações. Porém, cada organização é um ambiente único e implantar o compliance exige planejamento estratégico.


28/07/2017

 Programas que regulamentem e fiscalizem a conduta e boas práticas com base na lei não só são bem vistos por parceiros comerciais e consumidores, mas têm se tornado fundamentais para atrair recursos, como a concessão de crédito e empréstimos para companhias que buscam crescimento e confiança no mercado. Cada vez mais instituições passarão a ver a conformidade total não como diferencial, mas como uma exigência. Essa mudança faz todo sentido, em um momento em que transparência e governança definem a confiança em uma companhia.

Prova disso é a criação do programa “Empresa Pró-Ética” pela Controladoria Geral da União e a norma ISO 19600, diretriz que visa auxiliar empresas a expandir o gerenciamento de conformidade. A tendência é que governos e empresas redobrem a fiscalização de irregularidades ao contratar serviços, e a opinião pública seja mais influente e a população, mais consciente e participativa. Esse comportamento já é observado em grandes marcas, que optam por parceiras comerciais que possuam programas anticorrupção.

Cada organização é um ambiente único e possui particularidades que devem ser observadas na implementação das práticas de compliance, portanto, não há um modelo a ser seguido. Implantá-lo exige um planejamento estratégico e o desafio é mapear os riscos e identificar as vulnerabilidades nas operações. Com as informações corretas, investimentos e gastos desnecessários podem ser evitados. Isso não significa controlar fisicamente todas as movimentações e comunicações: isso demandaria recursos com sistemas e pessoal especializado, o que não é viável para grande parte das empresas.

Atitudes simples, como adotar um sistema capaz de registrar e reportar transações financeiras e trocas de informações, além de rastrear e restringir o acesso a documentos com conteúdo crítico, já são suficientes para coibir práticas ilícitas em alguns modelos de negócios. Embora não haja retorno financeiro imediato, políticas de compliance beneficiam desde grandes empresas tradicionais a startups em consolidação, com a construção de uma imagem sólida e respeitada no mercado a longo prazo.

Um programa de conformidade, quando bem planejado, ajuda a atrair investidores e parceiros para novos negócios e projetos, e pode ser a diferença entre fechar um negócio e perder dinheiro. Na outra ponta, o consumidor confia mais em empresas que preservam a integridade em todas as etapas da operação e mantêm um histórico limpo. Já é possível afirmar que, em um futuro próximo, o compliance seja automaticamente parte da estrutura de negócio de qualquer companhia, desde o planejamento até a consolidação do projeto. A tendência é que as normas de conformidade se tornem tão importantes e tão expressivas quanto as normas fiscais e trabalhistas. Em pouco tempo, a cultura do compliance estará estabelecida e isso é um grande benefício para empresas, governos e pessoas.



Claudio Yamashita

Claudio Yamashita

Claudio Yamashita é Diretor da Intralinks Brasil, responsável por vendas e operações. Ele tem 15 anos de experiência em soluções de tecnologia e colaboração com empresas de software globais, como Oracle, Ericsson e Amdocs. 
Durante sua carreira, se concentrou em capacitar empresas com serviços e soluções de computação em nuvem para ajudar as organizações a melhorarem o fluxo de trabalho e a produtividade. 

Com experiência na região, o Sr. Yamashita está na Intralinks desde que a Sede Regional foi aberta em 2010 e lidera a equipe no Brasil desde 2012. 

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