Os mercados de M&A do mundo inteiro atingem novas altas, mas os riscos políticos permanecem


10 October 2017

A edição mais recente do Intralinks Deal Flow Predictor já está disponível e traz nossas previsões comprovadas para a atividade de M&A no 2º semestre de 2017. Nas pegadas do pico de atividade que vimos no 1º trimestre de 2017, o crescimento da atividade de M&A em estágio inicial voltou aos níveis de um dígito intermediário no 2º trimestre. Nosso modelo de previsão diz que o número de deals de M&A anunciados no mundo inteiro para todo o ano de 2017 (ano fiscal de 2017) aumentará 5%, em comparação com o ano fiscal de 2016, e poderá exceder 50 mil no ano, estabelecendo um novo recorde.

Com publicação trimestral, o Intralinks Deal Flow Predictor foi considerado, por entidades independentes, uma previsão altamente precisa para seis meses do número de transações anunciadas de M&A.

Destaques e tendências durante o 4º trimestre de 2017

Prevemos que, nos próximos seis meses, o maior crescimento em anúncios de deals no mundo inteiro virá dos setores de assistência médica, imobiliário e consumo e varejo,

 

 

 

 

  • Região da Ásia-Pacífico (APAC): a atividade de M&A em estágio inicial teve elevação de 26% em relação ao ano anterior no 2º trimestre de 2017, e prevemos que os deals anunciados aumentarão 11% em relação ao ano anterior para o ano fiscal de 2017. O Japão, porém, não está participando do "boom" de M&A na APAC. Sua atividade de deals em estágio inicial caiu 12% em relação ao ano anterior no 2º trimestre de 2017, tornando este o segundo declínio trimestral consecutivo.
  • Europa, Oriente Médio e África (EMEA): embora a atividade de M&A em estágio inicial tenha aumentado 9% em relação ao ano anterior no 2º trimestre de 2017, o número de deals anunciados caiu 6%. Prevemos um declínio de 1% em relação ao ano anterior nos deals anunciados no ano fiscal de 2017. A atividade de M&A em estágio inicial na EMEA durante o 2º trimestre de 2017 foi liderada pelo Leste Europeu, Oriente Médio e Norte da África, Península Ibérica e Itália, enquanto o Reino Unido, Alemanha e França ficaram para trás.
  • América Latina (LATAM): Brasil e Argentina, duas das maiores economias da região, recuperaram o crescimento econômico em 2017, após profundas recessões. Os negociadores parecem voltar novamente suas atenções para o subcontinente: a atividade de M&A em estágio inicial no 2º trimestre de 2017 aumentou 10% em relação ao ano anterior, tornando este o 3º trimestre consecutivo de crescimento. Prevemos que o número de deals de M&A anunciados no ano fiscal de 2017 aumentará 7% em relação ao ano anterior.
  • América do Norte (NA): o fracasso da administração de Trump e dos republicanos no Congresso em avançar a reforma fiscal e os planos de infraestrutura levou o Fundo Monetário Internacional a rebaixar, em junho, suas previsões de crescimento econômico para os EUA em 2017 em 2018. Ao mesmo tempo, o US Federal Reserve parece decidida a buscar um rigor maior para a sua política econômica, com o quarto aumento na taxa de juros em 18 meses. Embora a atividade de M&A em estágio inicial tenha apresentado queda de 3% em relação ao ano anterior no 2º trimestre de 2017, prevemos um aumento de 10% no número de deals de M&A anunciados, devido ao crescimento impressionante dos deals já anunciados no 1º semestre de 2017.


Dez anos após o início da crise financeira global, a atividade mundial de M&A continua atingindo patamares recordes, apoiada por mercados de ativos dinâmicos, pela recuperação do crescimento econômico global, redução na inflação em economias avançadas e emergentes e taxas de juros historicamente baixas, que tornam o financiamento de dívidas para aquisições barato e bastante disponível.

Embora as condições macroeconômicas e monetárias estejam incentivando a atividade de M&A, os riscos políticos permanecem. O Reino Unido, o maior mercado de M&A da Europa, deu início às negociações para a sua saída da UE contra um plano de fundo da eleição geral brusca e imprudente convocada pela Primeira Ministra Theresa May, o que deixou seu partido Conservador com menos cadeiras no Parlamento e debilitou seriamente sua autoridade política. Um potencial conflito entre os EUA e a Coreia do Norte, ou qualquer aumento no nacionalismo, protecionismo e restrições ao comércio global e integração econômica entre fronteiras pode afetar negativamente o clima para negociações.

Para conhecer o futuro da atividade global de M&A nos próximos seis meses antes de todos e obter mais insights regionais e setoriais, baixe o seu exemplar do Intralinks Deal Flow Predictor aqui.

 



Philip Whitchelo

Philip Whitchelo

Philip Whitchelo é Vice-Presidente de Estratégia e Marketing de Produtos na Intralinks.