Um olhar sobre M&A regional na América Latina: sinais de recuperação


13/12/2017

O volume de deals de M&A regional na América Latina (LATAM) deve voltar a crescer em 2017? O mais recente relatório Intralinks Deal Flow Predictor diz que “sim”. No segundo trimestre de 2017, a atividade de M&A em estágio inicial na LATAM cresceu 10% no comparativo anual. Ao mesmo tempo, de acordo com dados da Thomson Reuters e de análises da Intralinks, o número de deals de M&A anunciados aumentou 7% no comparativo anual. Com base nestes dados, nosso modelo de prognóstico verificado de forma independente prevê que o número de deals de M&A anunciados na LATAM para o ano de 2017 crescerá cerca de 7% no comparativo anual. Nos próximos seis meses, o crescimento mais significativo nos anúncios de deals na LATAM está previsto para vir do México, Argentina e Brasil e dos setores de Saúde, Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT) e Industrial.

No segundo trimestre de 2017, a atividade de M&A em estágio inicial na LATAM aumentou pelo terceiro trimestre consecutivo. Duas das maiores economias da região, Brasil e Argentina, retomaram o crescimento econômico após profundas recessões, e o crescimento econômico no México continua a melhorar devido à agenda de reformas do governo para o setor de energia dominante do país.

Na Argentina, as reformas feitas pelo Presidente Mauricio Macri, eleito no final de 2015, estão começando a dar frutos. Elas incluem o fim dos controles de capital e de comércio, retorno aos mercados internacionais de capital após mais de uma década de isolamento, anistia fiscal, esforços para melhorar a credibilidade de políticas e o fortalecimento de instituições como o banco central e a agência nacional de estatísticas. Os resultados incluem uma queda significativa na inflação e uma forte recuperação econômica. O Fundo Monetário Internacional prevê crescimento econômico de 2,2% em 2017 e 2,3% em 2018, contrastando com a queda de 2,3% em 2016.

Dez anos após o início da crise financeira mundial, a atividade de M&A global continua a estabelecer novas altas, apoiadas por mercados de ativos flutuantes, melhoria no crescimento econômico global, inflação controlada em economias desenvolvidas e emergentes e taxas de juros historicamente baixas que deixam o financiamento de dívidas para aquisições mais barato e prontamente disponível.

Embora as condições macroeconômicas e monetárias estejam alimentando a atividade de M&A, os riscos políticos permanecem. O aumento das chances de conflito entre EUA e Coreia do Norte, as restrições no comércio global e integração econômica com países vizinhos (mesmo com as frequentes ameaças do presidente norte-americano Donald Trump em retirar os EUA do Acordo de Livre Comércio da América do Norte) ou o crescimento do nacionalismo e do protecionismo podem afetar negativamente as operações de deals na LATAM.

Para obter mais insights regionais e setoriais e saber o futuro de M&A globais seis meses antes de todos, baixe sua edição do relatório Intralinks Deal Flow Predictor aqui.

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